Librería Samer Atenea
Librería Aciertas (Toledo)
Kálamo Books
Librería Perelló (Valencia)
Librería Elías (Asturias)
Donde los libros
Librería Kolima (Madrid)
Librería Proteo (Málaga)
Moçambique tem, nos seus registos históricos, instâncias de mobilização e instrumentalização da etnicidade que recorreram à violência etno-política. Esta realidade sangrenta foi predominante durante a luta pela independência do regime colonial português e foi claramente percepcionada como uma ameaça à libertação nacional. Em consequência, o movimento nacionalista liderado pela FRELIMO, que depois se tornou o governo no poder, na era pós-independência, implementou políticas nos domínios político e cultural para 'desmobilizar a etnicidade', a fim de evitar a continuação do derramamento de sangue etnopolítico. Tornou-se um imperativo, primeiro, alcançar a independência e, depois, preservar a sobrevivência do Estado, que pouco depois da independência foi ameaçado por uma guerra prolongada. As medidas políticas e culturais contribuíram significativamente para o desaparecimento da violência etnopolítica, mas, até agora, este facto tem sido academicamente ignorado. Assim, ao contrário dos estudos que explicam porque é que a violência etnopolítica ocorreu, esta é a primeira investigação qualitativa que se debruça sobre as razões da ausência de violência etnopolítica em Moçambique.