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Uma questão universal, uma pandemia mundial, um problema de saúde pública, uma epidemia social, uma ameaça perigosa, um problema alarmante. Estas são as palavras utilizadas para descrever a violência escolar em todo o mundo. Investigadores e especialistas, nas suas respetivas perspetivas, tentaram definir a violência escolar, mas sem sucesso. As escolas argelinas, com as suas especificidades, não encontraram respostas em inquéritos descontextualizados. Infelizmente, a maior parte da atenção foi dirigida às consequências, ou seja, à violência física, e não às raízes ocultas: a violência verbal e não verbal. A complexidade do fenómeno levou-nos a optar por diversas ferramentas de pesquisa, como (re)visitar a literatura sobre o tema. Os resultados mostraram que quase todos os incidentes físicos foram precedidos por fases de violência verbal ou, principalmente, não verbal. Por isso, revisitar as definições, (re)capacitar os envolvidos, rever as estratégias e os programas deve ser a nova prioridade. Promover a paz é uma responsabilidade de todos os envolvidos. Toda a comunidade pode ser ameaçada pela violência escolar, para não dizer pela violência em geral.