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Ao longo dos últimos séculos, as sociedades africanas sofreram uma série de mudanças importantes e variadas, nomeadamente a nível demográfico, económico, político, cultural e social. A família, que constitui a própria espinha dorsal das sociedades africanas, é a primeira a enfrentar estas mudanças e a sofrer os seus efeitos. Está a adaptar-se à fragmentação das diferentes formas de organização familiar face às dinâmicas urbanas. Como escreve T. Locoh (1993, p.14), 'onde se esperava a emergência da conjugalidade, assiste-se a uma autonomia crescente dos cônjuges; onde se previa uma erosão da poligamia, assiste-se à sua inovação em formas próprias da civilização urbana; onde se esperava uma desagregação dos valores tradicionais de solidariedade, assiste-se à sua importância primordial na atual situação de crise'. De certa forma, a família alargada está a deformar-se, mas não está a desaparecer completamente das estruturas sociais das sociedades africanas. O fenómeno da evolução das estruturas familiares foi estudado em vários países subsarianos, incluindo o Níger.