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Este livro discute três obras cinematográficas de ficção científica – O homem bicentenário (1999), Inteligência artificial (2002) e Eu, Robô (2005) – unidas pelo discurso comum sobre a transformação técnico-científica do corpo humano. Esses filmes apresentam ao público questões bioéticas ligadas às pesquisas nas áreas de robótica, sistemas operacionais, criogenia, eugenia, bioengenharia, biotecnologia e seus usos em seres humanos. Lilian Victorino analisa de que modo esses filmes levam discursos científicos ao conhecimento popular e quais valores ou ideologias norteiam o pensamento social nas narrativas: importa entender não apenas qual história o filme conta, mas, sobretudo, como essa história é apresentada. Ver e refletir sobre essas obras são pontos de partida para recontar as histórias apresentadas; problematizar o que pode parecer natural para os espectadores é a intenção deste livro.