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Uma filosofia do desenvolvimento no contexto africano tem tudo a ver com os processos através dos quais os países africanos se podem criar e recriar a si próprios e à sua vida sustentável, de modo a atingir níveis mais elevados de civilização, mas com base nas suas próprias escolhas e valores. A filosofia do ’desenvolvimento’ é tão controversa no continente africano, especialmente porque é considerada como uma forma de perpetuação da pobreza e do subdesenvolvimento pelos estados capitalistas ocidentais. É importante sublinhar que, na maior parte das nações africanas, o discurso sobre o desenvolvimento é conduzido na plataforma de uma literatura abrangente do capitalismo ocidental que permaneceu estática, uma vez que a filosofia do desenvolvimento continua a evoluir à medida que as pessoas e a sociedade se desenvolvem. As taxas de crescimento económico devidas à industrialização não tiraram, de forma alguma, os pobres da pobreza e do subdesenvolvimento, mesmo com as teorias de redistribuição dos benefícios do desenvolvimento e a necessidade de programas de ajustamento estrutural para preocupações crescentes com o 'desenvolvimento humano'. Desde a década de 1990, tanto a teoria como as práticas de desenvolvimento têm evoluído ao longo do tempo, enquanto o debate e o paradigma permanecem criticamente controversos.