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O sucesso da democracia nos Estados Unidos baseia-se no modelo de 'executivo dividido', criado após o colonialismo, que elege separadamente várias funções dentro do poder executivo. Os fundadores da democracia decidiram eleger separadamente - para além do Presidente - o Procurador-Geral (Estado de direito), o Tesoureiro (distribuição de fundos), o Secretário de Estado (eleições) e, muitas vezes, um Auditor do Estado, cada cargo com o objetivo de dividir e, assim, diminuir o poder do chefe de Estado para reduzir o risco de tirania. A eleição do Procurador-Geral, em particular, é vital para garantir que as constituições e as leis do Estado são aplicadas em relação aos funcionários eleitos. Se África adoptasse este modelo, poderiam ser feitos muitos progressos no sentido de fazer cumprir o Estado de direito, realizar eleições legítimas e travar a corrupção governamental. As potências coloniais da Europa não ensinaram este sistema a África, que criou as democracias mais antigas do mundo - os Estados individuais dos Estados Unidos - porque o executivo unitário lhes permitiu manter os seus regimes fantoches. Se África quiser libertar-se do colonialismo e dos déspotas modernos, terá de explorar este modelo.