DR NIDA SHAIKH / DR RASHMI HEGDE / DR SIMRAN KAUR MAKHIJA-KOHLI
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Os tecidos peri-implantares são constituídos por estruturas moles e duras - mucosa e osso alveolar - que rodeiam um implante dentário funcional. Ao contrário do periodonto dos dentes naturais, este tecido não possui um ligamento periodontal e apresenta fibras de colagénio alinhadas paralelamente à superfície do implante, criando uma 'vedação biológica' menos vascularizada. Em condições de saúde, a mucosa permanece firme e rosada, caracterizada pela ausência de hemorragia à sondagem e sem perda óssea radiográfica para além da remodelação fisiológica inicial. A mucosite peri-implantar é uma inflamação reversível dos tecidos moles, enquanto a peri-implantite envolve uma perda progressiva e irreversível do osso de suporte. A gestão eficaz assenta na deteção precoce, no controlo rigoroso do biofilme e na abordagem dos factores de risco, como o tabagismo, a diabetes e um historial de periodontite, para garantir o sucesso dos implantes a longo prazo. A gestão da peri-implantite envolve o diagnóstico precoce, o desbridamento mecânico, anti-sépticos e antibióticos locais em casos ligeiros. Os casos moderados a graves requerem acesso cirúrgico, descontaminação da superfície do implante e procedimentos ressectivos ou regenerativos com enxertos e membranas.