Nicolas Huart / Rebekka Reinholz
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Já em criança, entramos em contacto com a magia do palhaço. Seja no circo, na feira ou na rua: os artistas fazem as pessoas mergulharem num mundo de ilusão, humor e infinitude. Mas é precisamente essa infinitude que, paradoxalmente, se desintegra quando olhamos mais de perto para o mundo dos palhaços: onde estão as mulheres na cena do palhaço? Será que a igualdade das mulheres, além da desigualdade sociopolítica, também encontra os seus limites no mundo dos palhaços? A posição da mulher neste género artístico é análoga ao papel da mulher na sociedade, onde ela luta pela igualdade? O que aconteceu entre os primórdios da arte do palhaço, com a Commedia dell’arte no século XVI, e os dias de hoje, para que a figura neutra do palhaço seja representada em grande parte por artistas masculinos? O presente trabalho se dedica especialmente a essas questões e, em seguida, convida os leitores a um experimento (mental). Quanto de palhaço há em si?