Pryscilla Torres Magalhães de Oliveira
Librería Samer Atenea
Librería Aciertas (Toledo)
Kálamo Books
Librería Perelló (Valencia)
Librería Elías (Asturias)
Donde los libros
Librería Kolima (Madrid)
Librería Proteo (Málaga)
Na Inglaterra do século XVII, a navegação estava na agenda do dia da política, da economia e do mercado de produções impressas, bem como era tema de exame da primeira organização inglesa dedicada ao estudo da filosofia natural, a Royal Society of London for Improving Natural Knowledge, sendo John Wallis e Edmond Halley os que mais escreveram sobre esse tópico nas publicações dessa instituição. Ainda nesse cenário, se, por um lado, a escrita dos manuais e tratados de navegação foi no sentido de valorizar a teoria, a abstração, o universal, a matemática e o empenho individual em desfavor dos elementos práticos e de observação empregados pelos navegadores; por outro, a investigação de filosofia natural prestigiou o conhecimento obtido a partir da observação, da prática, da experiência, do particular, do testemunho e do empreendimento coletivo, em desabono da doutrina, da teoria, da abstração, do universal e da matemática. Assim, pode-se delinear dois modos legítimos, mas aparentemente opostos, de produção do conhecimento sobre a natureza. Denominando-se o primeiro modo como matematização e o segundo como observação, esta obra estuda a dinâmica entre observação e matematização nos escritos de navegação marítima de John Wallis e Edmond Halley, investigando se esses modos foram assinalados como formas irreconciliáveis de obtenção do conhecimento, ou se é possível identificar uma eventual flexibilidade na utilização desses modos na aquisição do saber. 10