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Os sete volumes das Crónicas de Nárnia, de C. S. Lewis (1898-1963), abriram uma nova era na leitura e compreensão do mito. Lewis e J. R. R. Tolkien reviveram um novo conceito de mito, baseado na aceitação do mito como verdade, e introduziram as suas visões nas suas obras, especialmente nas Crónicas de Nárnia e em O Senhor dos Anéis, de Tolkien. Lewis fundiu mitologias gregas, nórdicas, arturianas, cristãs e muitas outras em Nárnia, usando o que chamou de padrão mítico. A sua crença na veracidade do mito era inquestionável e isso se manifestava claramente no clube The Inklings, onde discutiam a validade do mito como um facto ou parte de um facto. Ele empregou o mito para desenhar o mito de Cristo, que ele dizia ser verdadeiro. Embora Nárnia seja classificada como literatura infantil, tem uma relação direta com a experiência de conversão de Lewis ao cristianismo. Esta experiência é a pedra angular da perceção do mito como verdade e não como ilusão.