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Há quem procure o sentido da vida nas montanhas do Tibete, outros nos livros de autoajuda, e depois há quem o procure - como eu - dentro de um autocarro a cheirar a gente mal lavada, com um pão com manteiga na mão e um bebé a vomitar no ombro. Este livro é sobre esses momentos. Os verdadeiros. Os que fedem, os que incomodam, os que nos lembram que a vida é uma comédia escrita por alguém com um sentido de humor duvidoso.Meditações de Um Tipo Comum é uma coleção de crónicas filosóficas para quem já percebeu que o mundo não tem manual de instruções, mas continua a tentar montar as peças mesmo assim. Aqui, a reflexão e o disparate andam de mãos dadas, como dois bêbados que discutem ética e estética num café de bairro.Ao longo destas páginas, passo do cheiro a suor matinal no autocarro à epifania de um pão com manteiga mal barrado, do cocó filosófico que questiona a moral humana ao vómito de bebé elevado à categoria de metáfora existencial. Cada texto é uma tentativa (nem sempre bem-sucedida) de compreender porque é que insistimos em levar a vida a sério, quando ela insiste em ser ridícula.Não é um livro de autoajuda - é de autoaceitação. Porque às vezes o melhor que podemos fazer é rir, limpar o ombro e seguir caminho.Aqui não há gurus, nem receitas milagrosas, nem frases motivacionais em inglês com fundo de pôr do sol. Há apenas um tipo comum, ligeiramente cínico, a tentar encontrar sentido no absurdo quotidiano - e a partilhar as conclusões com quem ainda tem paciência para rir da tragédia.Se gosta de filosofia mas prefere que venha acompanhada de sarcasmo e cheiro a pão quente, este livro é para si.No fundo, é um tratado sobre a condição humana - escrita por alguém que não tem condições nenhumas, mas insiste em filosofar mesmo assim.