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Iniciei meu estudo sistemático da África Negra Pré-colonial e do escravismo brasileiro há pouco mais de 45 anos, ainda jovem historiando, na Université Catholique de Louvain, na Bélgica. Naquele então, a escravidão era preocupação mais do que marginal na historiografia brasileira. E a história da África era tema praticamente inexistente.Minha opção pelo marxismo é anterior ao início do meu estudo da história da África Negra Pré-Colonial, tema que escolhi um pouco coagido, quando foi rejeitada minha escolhada Unidade Popular chilena, como tema de dissertação de mestrado.Acompanhado por minha companheira, Florence Carboni, italo-belga, que ainda balbuciava em português, saímos à procura da documentação arquival e material sobre o trabalho e a resistência dos escravizados no Rio Grande do Sul.