David MASANDI KIMPILI / Léonard N’SANDA BULELI
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Quando se olha para Maniema, tem-se a impressão de estar a olhar para um terreno mole, onde cada movimento está sujeito a variações bruscas e imprevisíveis. Esta perceção, transposta para a situação geral do Congo, mostra até que ponto a negociação entre períodos políticos instáveis e a aspiração a uma governança democrática constante, sólida e que garanta o desenvolvimento social continua a ser um terreno difícil.Esta análise da Província de Maniema examina um certo número de problemas de gestão e de governança, nomeadamente os que se referem aos dirigentes e ao seu modo de nomeação. A política da província durante o período em questão (1990-2018) mostra que a governança em Maniema caminha para rupturas previsíveis, particularmente com as nomeações preferenciais, seletivas e muitas vezes atípicas de líderes provinciais e territoriais - homens e mulheres, atores políticos - que são constantemente colocados ou substituídos de acordo com os humores e interesses daqueles que os colocaram lá. Quase todos eles são residentes em Kinshasa e participantes activos nos círculos do poder.