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Durante o período político que marcou o Médio Oriente após dezembro de 2010 (a Primavera Árabe), a Arábia Saudita destacou-se pela sua conduta. Rompeu com a imagem que transmitia, de apego ao status quo, rejeição às perturbações e não violência declarada na sua projeção externa, e decidiu adotar uma postura claramente ofensiva, que a envolverá num processo cujas repercussões são significativas. O relato que se segue tenta analisar a conduta política deste ator durante este período, acompanhando-o ao longo do seu percurso, passado e presente, a fim de caracterizar a sua conduta política, explicar o porquê e o como, e destacar as repercussões. Para tal, foram invocados os factos políticos que marcaram profundamente o espaço regional, com o objetivo de decifrar as interações com o ator estudado, recordar os desafios, identificar as diferentes posturas de uns e outros e precisar as complexidades que continuam e continuarão a moldar a sua política externa, a dos outros atores e o espaço do Médio Oriente.